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quinta-feira, 28 de julho de 2016

Poema - Soneto imperfeito II



É difícil de ver, sim, o que esconde
no íntimo dessa abstrusa alma aflita.
Afora as paixões que sempre evita,
o seu coração nunca responde.

Quem o fez dessa forma tão oprimido?
Viver sem amar é o pior castigo...
Dê-me sua mão, caminhe, então, comigo.
Que no passado fique o que te deixou ferido.

Se com desprezo julga as minhas ações,
e quiçá pouco entende as minhas razões,
saiba que mais sofrida é a minha história.

Achar um amor é algo raro,
e não posso te dar um motivo mais claro.
Prometa ao menos guardar-me em memória.

("Lídia Duarte")