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terça-feira, 19 de julho de 2016

E uma nova fase se inicia...

     Por três anos, assinei todos os textos que escrevia com um pseudônimo. Tinha medo dos julgamentos, dos risos, das más interpretações, das críticas... Com o tempo, Jéssica Stewart deixou de ser apenas um nome e se tornou um heterônimo; tornou-se uma outra parte de mim, mais séria, mais introspectiva, mais preocupada com os problemas da sociedade, militante das lutas das minorias. Foi uma experiência única sobre autoconhecimento que me permitiu amadurecer com senso crítico a respeito de questões sociais e pessoais. 
     Mudei muito nesse tempo e continuo mudando; se foi para melhor ou não, é uma autoavaliação; cabe somente a mim. Serei eternamente grata a ela por isso, mas sinto que é hora de sair da zona de conforto que me foi proporcionada. Quero sofrer as consequências de ter meu nome assinando os meus textos, sejam elas boas ou não. Quero assumir a responsabilidade por meus textos e quero dar voz a eles. Agradeço a todos que me apoiaram nessa mudança. Meus textos antigos continuarão assinados do jeito que estão porque não quero desfazer de parte da minha trajetória.
      Jéss, essa não é uma despedida, é só um até logo. Muito obrigada por ter me ensinado a me valorizar e não ter medo de ser quem eu sou. Agora eu preciso aprender a caminhar sozinha.

("Lídia Duarte")




terça-feira, 12 de julho de 2016

Crônica - Felicidade programada


    Seria ela feliz? Mesmo após todos os erros que levaram-na percorrer sonhos imperfeitos, alheios, distantes dos quais havia sempre sonhado para si quando ainda era menina e mal sofrera as dores do mundo que a transformaram nessa mulher de hoje.
     Seria ela feliz? Mesmo depois dos encontros e desencontros que ocorreram sem que ela tivesse controle. Mesmo depois de todos os rancores, que um dia tratavam-se  de amores -será?; tantas palavras que suprimiu, tantos sentimentos que reprimiu, tantos gestos arrependidos, tantas despedidas mal ditas – malditas despedidas. E a memória do que foi só não é pior do que as lembranças dos planos que poderiam ter acontecido.
     Seria ela feliz? Mesmo ao sorrir para esconder o choro depois de receber um daqueles golpes da vida que acertam bem na boca do estômago e deixam uma dor latente que nem sempre deixam de existir. Ah... Seu coração pulsava sôfrego pois.
    Seria ela capaz de conseguir decidir sozinha um caminho melhor para a própria vida do que aqueles tantos outros que começaram a ser traçados bem antes que ela nascesse.
Seria ela feliz? Aguardemos os próximos capítulos.
                                                      

(" Lídia Duarte")

domingo, 26 de junho de 2016

Conto - Tempo Perdido



Uma flor amarela de umas seis pétalas crescia no meu jardim. Um espaço pequeno, quintalzinho quadrado de grama verdinha e com umas cercas brancas em volta: nada de especial. Ficava ao lado de uma rua nada movimentada, muito quieta, num cenário cinzento, desprovido de vida. Ela era a pincelada atípica de um tom vivo que faltava na minha cidade morta.

Ela fitava a rua vazia, como se esperando por algo: como eu. As vezes ficava triste, cabisbaixa, murcha: como eu. Mas de manhã sempre se levantava junto com o sol e lá dispendia horas a fitar o horizonte (como eu), talvez viesse o que tanto esperava. Eu torcia por ela, e sei que ela torcia por mim. Mas, como sempre se repetia, o ocaso se descortinava e nada novo vinha sob o céu.
Tínhamos aquela esperança que se esmaecia dentro de nós. Sempre lá, contando segundos, esperando que a luz se demorasse mais um pouco no céu, porque talvez algo se revelasse. Eu deitava ao lado dela, colocava a mão no rosto e suspirava. E depois de um tempo em que o mesmo cenário se repetia quadro a quadro, tudo ficou meio automático. Eu mal a olhava, mal me prendia a apreciar sua presença, só ensaiava a peça dolorosa dos nossos dias monótonos a fitar a selva de pedra da paisagem, esperando ver o menor sinal daquilo que tanto queríamos.
A vontade nos tornou egoístas, eu acho. Mal olhávamos pro lado, sempre centrados no futuro. O presente se tornou, aos poucos, uma mobilha indesejável nos recônditos dos nossos seres. Apenas queria o ver passar logo, e mal me toquei que quanto mais o futuro chegava mais presente ele se tornava. E, logo, eu também o indesejava. Tudo se resumia à fantasia de um tempo inexistente que eu fantasiava, algo destituído de ser, algo que não era palpável e nem estava esperando a hora de chegar em canto algum.
Num dia como todos os outros a flor me presenteou com a ausência. Nada se via além de matéria orgânica decomposta no meio da grama. Talvez sua esperança se desvanecera toda, e o sentimento bizarro de seu vácuo simplesmente a matou, pensei. E então eu me toquei. Ela sempre estivera ali. Ela era o presente insólito e singelo que me trazia conforto, e estava sempre garantida no futuro... até aquele dia.
Demorei pra me tocar que o futuro não existe, ele é só o presente que ainda não aconteceu, ele só é ele quando acontece, e mesmo quando o faz... não é o futuro. Eu vivi em função de sua espera, e no meio daquele ciclo vicioso um ponto final cruzou as minhas sentenças sem fim.
Me perdi numa projeção de tempo, e só me toquei que ele existia bem ao meu lado quando ele se tornou passado. Morri um pouco aquele dia, e fui obrigado a viver, sem a companhia da flor, o horrendo presente.


("Douglas Moreira")

quinta-feira, 9 de junho de 2016

RESENHA - O clube dos anjos(Luis Fernando Veríssimo)

Um retrato do dia-a-dia de um grupo de cavalheiros viciados em comida. Entre eles, um assassino sem série: A Gula.


“Parecíamos um grupo de invasores de outra espécie que ainda não percebera que seu disfarce não funcionava, que o rabo ainda estava à mostra. Imagino que era isso que a mulher de André dizia, depois de descobrir que não éramos os sofisticados que ela pensava. Não é gente da nossa espécie, André. Deixa esse clube de malucos. Em vinte e um anos, tínhamos nos transformado em pessoas esquisitas.”


É o primeiro livro de Luis Fernando Veríssimo que leio, e confesso que já fiquei um pouco fã deste escritor tão icônico e irônico, de palavras simples e estrutura muito atraente ao leitor. “O clube dos anjos”, um livro que foi me cativando aos poucos, pedaço por pedaço, é daqueles que você acaba por pegar(emprestado na biblioteca, como foi o meu caso), esperando uma leitura casual e rápida, até porque na edição que eu encontrei o enredo se resume em 142 páginas.


Contudo, Veríssimo afunda o leitor na história de tal forma que, com certo sarcasmo, acabamos nos rendendo e lendo com mais voracidade ainda.

terça-feira, 7 de junho de 2016

Crônica - Conformadamente inconformada


      Caminhava dando passos apressados, como se tivesse horário marcado. Não reparava nos outros transeuntes com medo de achar algum conhecido e ter que parar para cumprimentá-lo.
     "Oi", "tudo bem?", "e a família?", "o tempo está bom", "o tempo está ruim"... sempre aquelas mesmas conversas vazias, sem conteúdo, totalmente desnecessárias. Estava farta de sorrir o tempo todo, de ser educada o tempo todo. Que lhe fosse permitido um dia ruim, sem que lhe chegassem urubus procurando se saciar com as más notícias de sua vida. Queria ser ela, sozinha no mundo... quem dera... mas dizem que a  solidão sufoca a alma, mata os desejos, a vontade de viver. Afinal, para que serve a felicidade se não pode ser compartilhada?
     Ok, assumo que ela queria alguém; contudo, este não podia cercear seu espírito libertino, tampouco ser um desconhecido tão perdido quanto ela. Alguém para amar, zelar, proteger... mas não tinha tempo. Corria de tudo e de todos quando podia.
     Essa pobre moça, inconformada com o meio em que estava inserida, lutava o quanto podia para isolar-se da sociedade. Andava apressada, não porque tinha pressa. Ela só tinha medo de viver, de se permitir a fazer escolhas ousadas que talvez pudessem retirá-la do caminho traçado ainda na maternidade. Era uma áurea pulsante, ávida pela liberdade presa em um corpo que limitava os seus anseios.
     Estava cansada da vida que tinha, mas não se esforçada para mudá-la.

("Jéssica Stewart")

sábado, 4 de junho de 2016

Lançamento Darkside - O menino que desenhava monstros - JUN/2016

        Olha a Darkside arrasando novamente! Desta vez com esta maravilha da edição que ficou o livro "O menino que desenhava monstros", de Keith Donohue. O release e as informações técnicas estão logo abaixo.

Todos já desenharam monstros na infância,

mas poucos conseguiram dar vida a eles.

Keith Donohue escreve histórias realmente assustadoras. Não aquelas com sangue por todos os lados ou sustos premeditados para fazer o leitor pular da cama. O horror está nas sutilezas que são capazes de fazer a pele formigar e nos dar a certeza de que estamos diariamente interagindo com o sobrenatural.

Jack Peter é um garoto de 10 anos com síndrome de Asperger que quase se afogou no mar três anos antes. Desde então, ele só sai de casa para ir ao médico. Jack está convencido de que há de monstros embaixo de sua cama e à espreita em cada canto. Certo dia, acaba agredindo a mãe sem querer, ao achar que ela era um dos monstros que habitavam seus sonhos. Ela, por sua vez, sente cada vez mais medo do filho e tenta buscar ajuda, mas o marido acha que é só uma fase e que isso tudo vai passar.

Não demora muito até que o pai de Jack também comece a ver coisas estranhas. Uma aparição que surge onde quer que ele olhe. Sua esposa passa a ouvir sons que vêm do oceano e parecem forçar a entrada de sua casa. Enquanto as pessoas ao redor de Jack são assombradas pelo que acham que estão vendo, os monstros que Jack desenha em seu caderno começam a se tornar reais e podem estar relacionados a grandes tragédias que ocorreram na região. Padres são chamados, histórias são contadas, janelas batem. E os monstros parecem se aproximar cada vez mais.

Na superfície, O Menino que Desenhava Monstros é uma história sobre pais fazendo o melhor para criar um filho com certo grau de autismo, mas é também uma história sobre fantasmas, monstros, mistérios e um passado ainda mais assustador. O romance de Keith Donohue é um thriller psicológico que mistura fantasia e realidade para surpreender o leitor do início ao fim ao evocar o clima das histórias de terror japonesas.

Um livro para fazer você fechar as cortinas e conferir se não há nada embaixo da cama antes de dormir. O Menino que Desenhava Monstros receberá o tratamento monstruoso já conhecido pelos leitores da DarkSide® em 2016. A história também ganhará uma adaptação para os cinemas, dirigida por ninguém menos que James Wan, o diretor de Jogos Mortais e Invocação do Mal

Ficha Técnica
Título | O Menino que Desenhava Monstros
Autor | Keith Donohue
Tradutor | Cláudia Guimarães
Editora | DarkSide®
Edição | 1ª
Idioma | Português
Especificações | 260 páginas (estimadas), Limited Edition (capa dura)
Dimensões | 16 x 23 cm


darksidebooks.com | 
facebook.com/darksidebooks | 
vc@darksidebooks.com



A pré-venda já está disponível no link a seguir: Pré-Venda O menino que desenhava monstros

quinta-feira, 2 de junho de 2016

RESENHA - Onze(Mark Watson)

O meu exemplar, publicado no Brasil
pela Rai Editora
Um livro tímido até na capa, mas uma história arrebatadora e de palpitar o coração. Onze, de Mark Watson, (até então passando despercebido em minha estante), deu-me uma boa lição de como não julgar um livro pelo seu título.


Xavier e Murray são dois apresentadores de um show da madrugada londrino que acalenta os sonâmbulos ingleses em suas noites em claro. Aparentemente próximos um do outro, descobrem-se verdadeiros conselheiros nos mais diversos aspectos, desde ouvintes com problemas amorosos até alguns à beira de um colapso nervoso, dispostos a dar um ponto final à suas vidas.


É um trabalho difícil, pelo peso que o show acabou ganhando em sua audiência fiel, e a responsabilidade que caiu nas costas de Xavier por vezes o deixa em dúvida quanto à sua real importância na vida de todas as pessoas que ligam para ele, rostos que ele nunca viu, vozes por vezes inéditas, em outras, regulares e desesperadas. Há, de certo modo, uma forma de afetar a vida do próximo, indiretamente, através de seus atos cotidianos? Estamos todos conectados por uma imensa teia de acontecimentos?

terça-feira, 31 de maio de 2016

CONTO - Dollhouse

As visitas foram chegando aos poucos. A fillha mais velha, que  não conversava com o pai, sentou-se ao lado dele como fizera todos os anos nesta data. Apoiou os cotovelos na mesa, cruzou as mãos afim de apoiar a sua cabeça e se dispôs apenas a observar os acontecimentos que antecediam a ceia de natal. A mãe havia decorado a casa com uma dedicação inegável: havia pisca-piscas coloridos em torno das janelas, guirlandas floridas nas portas, um pinheiro verdadeiro no canto da sala de jantar enfeitado com bolas vermelhas brilhantes e uma estrela na ponta. Na mesa, os pratos de porcelana - que são usados somente em ocasiões especiais - estavam servidos; havia um candelabro antigo com velas vermelhas que lançavam um aroma adocicado à medida que eram queimadas.
A campainha tocou. Viu a avó, cuja aparência era nova demais para a idade, chegar com uma broa de fubá com erva-doce, receita adorada por todos os familiares. Trajava um vestido longo e preto; percebia, por meio do semblante ranzinza dela, que não a agradava estar ali. Abriu um sorriso amarelo quando seus olhos se encontraram, como quando se cumprimenta um ente pouco querido. Viu a sua irmã pegar a fôrma com toda a má vontade do mundo, sem dizer nada, e saiu em direção a cozinha com passos fortes e semblante sisudo. A avó e as netas não se davam muito bem desde sempre.
E novamente a campainha soava. Viu a tia chegar com o marido e os dois filhos, que logo saíram correndo ao redor da mesa brincando de pique-pega. O marido, o único formado em uma faculdade dentre todos os familiares e agregados - via-se como o único detentor do conhecimento -, se sentou ao outro lado dela com postura ereta e peito estufado, como se um diploma no currículo o tornasse superior. Indagou-a sobre os estudos, já sabendo que ela resolveu largar o curso de medicina em uma universidade federal. Começou a tagarelar sobre a juventude que não quer nada da vida, nos pais que não têm pulso firme na escolha do futuro dos filhos e no quanto ela era sofreria no futuro por ter abandonado a faculdade. Contudo, apenas obteve como resposta um olhar indiferente que o fez se calar.
A tia, um poço de educação, desatou a falar sobre todos os defeitos que via na sala de jantar: o tapete que não combinava com o clima natalino, o peru que parecia lhe mal assado, o vinho que carecia ser de uma vinícula mais sofisticada e de colheita noturna... Deu lhe na cabeça até mesmo de criticar a árvore de natal, que para ela tinha que ser em tons dourados, a nova-velha tendência fútil de remeter ao luxo em simples detalhes.
O pai despejava suas ácidas palavras  em meio ao seu discurso machista e alienado. Esbravejava, gesticulava, e hurrava palavras em tons ofensivos em uma simples discussão sobre a conjuntura política atual, travada entre ele e o marido da tia. A garota sabia que não podia opinar."Política não é coisa de mulher", diziam. Por fim, até mesmo o sábio marido da tia começou a derivar o nome da presidente com sufixos e prefixos pejorativos, em um claro discurso ignorante. Assim deu-se um fim da discussão; vermelhos de raiva, concordaram que a crise tinha culpa somente da presidenta comunista e de seu partido corrupto.
A irmã tentava conter os primos inútilmente. Corriam por todos os lados, por vezes gritavam, se debatiam, se batiam... Essas coisas que as crianças endiabradas costumam fazer. Agitavam a casa e deixavam-na de ponta-cabeças; estavam animados com a chegada do Papai Noel. 
Lenvantou-se e foi até a cozinha. A mãe, escutando todas as críticas que a tia fazia, acabou deixando a sobremesas que fizera de lado; corria contra o tempo para fazer um pudim e um cheese cake de frutas vermelhas, uma receita americana para tornar a ceia mais pomposa. A avó servia para dar mais pitaco: falta sal, esta muito doce, joga fora! Deixava a cozinha uma zona de tanto futricar o que estava dentro das gavetas, por cima de todas as pratileiras. E a mãe, em silêncio, só ouvia e agia obediente. A tia não podia ajudar, porque havia feito as unhas especialmente para o evento. Logo, coube a ela tentar ajudar um pouco a mãe que se via cada vez mais atabalhoada.
Pouco antes do relógio soar meia-noite, conseguiram deixar tudo em ordem. As panelas fumegantes exalavam o cheiro saboroso de "comida feita em casa". O tio arrumou o tripé da câmera em cima de uma estante e acionou o timer. 10, 9... todos se reuniram na sala de estar em um abraço caloroso 6,5... a irmã segurava os primos que só queriam sair correndo  2,1. Sorriram. Eram uma família feliz. 

("Jéssica Stewart")

terça-feira, 24 de maio de 2016

Os condenados - Lançamento Darkside - 30/Jun - 2016

Mais uma vez a maravilhosa Darkside nos encanta com essas maravilhas da edição e com bastante conteúdo do gênero terror e suspense, os carros chefes da editora. Desta vez, é "Os condenados", do aclamado Andrew Pyper, autor de "O demonologista". Confira:






Danny Orchard conseguiu enganar a morte e ganhou uma segunda chance para viver. Só que ele não voltou do inferno sozinho. Em Os Condenados, Andrew Pyper, autor do fenômeno O Demonologista, explora as conexões de amor e ódio entre irmãos gêmeos, numa história sobrenatural digna de pesadelos.

 Danny passou por uma experiência de quase-morte em um incêndio há mais de vinte anos. Sua irmã gêmea, Ashleigh, não teve a mesma sorte. Danny conseguiu transformar sua tragédia pessoal em um livro que se tornaria um grande best-seller. Ainda que isso não signifique que ele tenha conseguido superar a morte da irmã. Claro, ela nunca mais o deixaria em paz.

Mesmo depois de morta, Ash continua sendo uma garota vingativa e egoísta, como sempre. Mas agora que seu irmão finalmente tenta levar uma vida normal, ela se torna cada vez mais possessiva. Danny parece condenado à solidão. Qualquer chance de felicidade é destruída pelo fantasma de seu passado, e se aproximar de outras pessoas significa colocá-las em risco.

Os Condenados é o segundo lançamento de Andrew Pyper pela DarkSide® Books. O autor, presente em diversas listas de mais vendidos em todo o mundo, foi consagrado por uma nova geração de leitores brasileiros, que fizeram O Demonologista ser uma das melhores surpresas em 2015. E agora Pyper promete incendiar novamente o mercado com este asfixiante thriller psicológico. Os direitos para o cinema de Os Condenados foram adquiridos pela Legendary Pictures, responsável por 300, pela Trilogia do Batman de Christopher Nolan e pelos projetos mais recente de Guilhermo Del Toro. Respire fundo. Em 2016, estamos todos condenados ao melhor do terror e da fantasia.


Ficha Técnica

Título | Os Condenados
Autor | Andrew Pyper
Tradutor | Cláudia Guimarães
Editora | DarkSide®
Edição | 1a
Idioma | Português
Especificações | 336 páginas
Dimensões | 14 x 21 cm
ISBN | 978-85-9454-003-4



Essa edição ficou muito fantástica, não? Olhem esta lombada com a aparência desgastada, como se o livro tivesse sido carregado para lá e para cá por séculos e séculos de trevas... 




Corram no link da Pré-Venda Os Condenados e adquiram já o seu. Quem sabe a Darkside não manda um exemplar para o blog e não podemos resenhar essa delícia?! #FicaADica


Tem também booktrailer, confiram:




quinta-feira, 19 de maio de 2016

RESENHA - A cidade do Sol(Khaled Hosseini)

Duas garotas tentam sobreviver em uma cidade assolada pela guerra. Mas seu maior perigo não é as bombas que caem do céu, é a sociedade que as empurra para debaixo dos braços do marido.


Mariam é uma garota do interior, uma harami, uma filha bastarda de um homem rico da cidade de Herat, no Afeganistão. Em meio ao deserto e à miséria, a menina sonha com uma vida melhor; o mundo lá fora é uma maravilha aos olhos de Mariam jo. Contudo, a pobreza é um obstáculo a seus sonhos, algo que somente seu pai pode resolver.

Certo dia, quando ela completaria 15 anos, em 1974, enquanto ela conversava com o pai, decidiu que queria ir com ele assistir a um filme estrangeiro no cinema de Herat.  Porém, o que parecia ser o melhor dia de sua vida é a porta de entrada para uma nova e deprimente vida bem longe de seu local de origem.