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segunda-feira, 8 de abril de 2013

A flor e a traição

    


 Em um reino distante morava Megan, sucessora ao trono, e sua irmã, Alicia; que era comparada às flores mais belas já vistas, devido à sua beleza rara. Mas ninguém ousava comparar a beleza das duas irmãs, pois nem mesmo a mais rara flor chegava perto da de Megan.
     Dona de um rosto de traços suaves e uma graciosidade imensa, era vista também como o coração mais puro e bondoso por todos os habitantes de seu futuro reino.
    ***
  Após um ataque bárbaro, seus pais contraíram uma grave doença. No leito de morte, a rainha confessou que Megan não era filha do já falecido rei, sendo então Alícia a única herdeira. Mas ela não se importou de ter perdido o trono, pois o amor por sua irmã era superior ao poder.
     Para que a coroação fosse realizada, Alícia deveria se casar. Megan então descobriu que o seu antigo amor de infância, Paul, o responsável por cuidar dos jardins do palácio, e sua irmã mantinham um romance às escondidas durante anos.
    Desiludida, Megan foi até as muralhas que cercavam o reino, a única proteção que impedia os ataques inimigos, e abriu os portões. Os bárbaros então rapidamente invadiram e mataram todos os que ali viviam, inclusive seus futuros governantes.
     Arrependida, ela voltou ao castelo, porém já era tarde demais. 
    Diz-se que ela chorou até o seu último dia de vida a morte da irmã. 

  Em seu túmulo surgiu uma flor igualmente graciosa e de um vermelho vivo, assim como o sangue que derramou. Surgia, então, a primeira roseira.


("Jéssica Stewart")