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sábado, 31 de dezembro de 2016

Feliz 2017!



Que ano passamos, hein!? Foram muitas conquistas e derrotas, felicidades e tristezas, altos e baixos, euforias e melancolias, um ano de dualidades, certamente. Todavia, foi um ano de aprendizado, de valorização do trabalho literário e de enriquecimento. Por mais que não estivemos presentes em todas as horas, nossos versos e frases ecoaram pelo mundo e puderam chegar nos corações necessitados de uma palavra feliz e acolhedora. Se este objetivo tiver sido alcançado, estamos felizes e satisfeitos. E mais: se tivermos tocado a alma de nossos leitores, bagunçado o subconsciente, incomodado e esclarecido, feito repensar velhos conceitos; se tivermos de alguma forma alterado o tédio da vida cotidiana, estamos realizados.


Que em 2017 tenhamos isso e tudo mais. A cada dia que se passa, pensamos mais em vocês, nossos leitores, em como vocês são especiais e nos fazem querer seguir em frente. Um novo ciclo se inicia, junto a ele uma gama infinita de possibilidades, de descobertas a serem feitas, de sensações a serem experimentadas e de emoções a serem vividas. Neste novo ano que se inicia, que todos nós possamos viver a vida intensamente, degustando cada momento como se fosse o último. Que 2017 traga todos os nossos sonhos que porventura evaporaram no curso da vida e reavive nossas esperanças, e a cada dia possamos desfrutar mais do que a vida nos traz de bom. Feliz 2017!


domingo, 13 de novembro de 2016

Crônica - Esqueça, eu não vou voltar.



Você achou mesmo que estava certo, não é? Achou que após todas as palavras de ódio proferidas, todas as lágrimas derramadas, todas as chagas que você causou, eu voltaria para você em dois ou três dias?
Achou mesmo que podia sair dizendo a todos os seus colegas que eu tinha perdido a cabeça por jogar aquela porcelana importada na parede, quando na verdade eu queria é ter acertado seu lindo rostinho? Achou mesmo que colocar minhas amizades contra mim fosse me impedir de ir embora? Esqueceu de dizer a eles que eu levava somente algumas peças de roupa e os hematomas do relacionamento doentio que tivemos.
"Agressão física? Deus me livre!" - costumava a dizer. Colocava-me contra a parede quando eu "fazia algo errado", insultava-me com nomes xulos, sentia prazer em exaltar meus defeitos físicos, o meu peso... " burra", "idiota", " sonsa"... Sim, você está livre das acusações de agressão física, mas minha autoestima foi pro saco, minha percepção de mundo foi alterada, meu emocional é um lixo.
Você sempre deixou bem claro que eu precisava de você, que eu não sei viver sozinha, que eu não vou encontrar alguém que seja tão bom para mim quanto você é. Mas deixa eu te contar uma coisa: desde que eu parti, aprendi a ser dona de mim, a respirar sozinha; não preciso de alguém para "cuidar" de mim, ou melhor, para me controlar -que é o que você fazia-. Só preciso de mim mesma, e essa independência tem sido uma das melhores experiências da minha vida.
Louca, depressiva, neurótica, emotiva. Você me tornou assim. Ainda acha que eu quero voltar?
Já se passou um ano, e eu ainda estou me desintoxicando de você. Não, eu não pretendo voltar, mas se você insiste em esperar o meu retorno, sugiro que faça isso sentado; dizem que ficar em pé por tempo demais causa varizes.

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Poema - Círculo Vicioso


Espero que não se importe, Mas eu andei procurando a sorte Em vez de me prender a você.
Imagino que esteja cansado, Eu sei, sou um fardo, Que você não quis carregar.
Você tem um amor ralo E eu sou profunda demais para esse seu jeito amargo.
Mas, no final, você estava certo - como sempre.
Se eu não me quero, Por que você me quereria? Se eu não me gosto, Por que de mim você gostaria?
AiAi.
O triste é que eu fui procurar a sorte E acabei voltando pra você.
-Ding-dong. - Fuja enquanto puder.
("Lídia Duarte")

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Poema - Mal Contemporâneo


O tempo não passa.
Pernas balançando. Beiço mordido. Unhas roídas. Pele vermelha. Suor excessivo. Dor no pescoço. Dor de cabeça. Dor no estômago - vômito. Cabelos caindo. Mãos inquietas. Pensamentos rápidos, flashs. Sangue correndo. Batimentos cardíacos acelerados. Pupilas dilatadas. Excesso de sono, É impossível dormir. Vontade de chorar.
Ansiedade sufoca.
("Lídia Duarte")

domingo, 6 de novembro de 2016

Poema - Adiós


Não te quero de volta, Não tente me dar outra resposta, Nada justifica os erros que cometeu Não quero mais os seus conselhos, Tampouco o seu amor doentio (Será que era amor?) Não quero mais ser sua escrava E, mesmo que você me chame de ingrata, Não vou olhar para trás. Pois meu passado você roubou, Meu presente, influenciou, Mas meu futuro me pertence. E se um dia me procurar, Seja só para saber como estou, Eu juro, "meu amor", Não é mais da sua conta.

("Lídia Duarte")

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Crônica - Olhos fechados, mente aberta


Fechar os olhos, abrir a alma, expandir a mente...
É se permitir a ter uma consciência da realidade a partir do conhecimento de mundo formado pelas experiências vividas, seja pessoalmente, seja por meio de canais comunicativos... Sim, é possível viver um livro, um filme, uma conversa; histórias são capazes de tocar o íntimo do pensamento humano de inúmeras formas - e, de tão intrínseco no cotidiano, mal dá-se conta desse fenômeno.
Os olhos estão fechados, em contrapartida há um mergulho em meio a conhecimentos diversos, reais e ilusórios - fruto das emoções, que pregam peças quase sempre, por exemplo -, instrumentos que, em conjunto, formam opinião e moldam o indivíduo. E é uma coisa tão única, tão pessoal, que é impossível achar duas pessoas que compartilham um mesmo conhecimento de mundo, uma vez que as experiências atingem de forma distinta cada indivíduo; uma pessoa que gosta das histórias do Nicholas Sparks (ou do José de Alencar, ou da Glória Perez, para ser um pouco nacionalista) provavelmente tem uma visão diferente do amor, se comparado a alguém que leu os textos de Schopenhauer, assim como dois que possuem conhecimento das obras desse filósofo não abstraem de forma igual (e tampouco integralmente) a tese defendida por ele.
É como se todo o saber acumulado previamente filtrasse as informações recebidas, e as julgadas de caráter agregador formam novos fios que se entrelaçam aos antigos. Entretanto, com o tempo, os poros da peneira tornam-se menores, impedindo a absorção de novos conhecimentos, e como o bombardeamento de informações é constante, manter-se estático, convicto em relação às opiniões pessoais, não é lá uma coisa muito boa; é necessário despir-se um pouco de ideias consolidadas, refletir sobre tudo (Seria a dúvida cartesiana mentalmente saudável?), adequar-se às mudanças de pensamento do meio, posicionando-se contrário ou favorável e usando argumentos bem fundamentados, cortar, remendar, mudar a peneira, sair da zona de conforto - tudo isso com bom senso, encontrando a mediania entre ser estático e ser inconstante.
Assim, de olhos fechados, mergulhar em um mar de informações e construir novos conceitos, opiniões, valores, que posteriormente poderão ser alterados; basta apenas não permanecer na superfície e com os olhos abertos.

("Lídia Duarte")

domingo, 30 de outubro de 2016

Poema - Try

Por mais que eu tente, levantar é uma dor.
Por mais que eu tente, viver dói.
Por mais que eu tente, machuco quem não devo.
Por mais que eu tente, lágrimas escorrem.
Por mais que eu tente, meu coração sofre.

Por mais que tudo me atente, feliz não desisto de tentar ser.




("Caio Mendes")

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Sinopse #AVadia - Gislaine Oliveira

Olá, leitores! Tudo bem? Semana passada anunciamos aqui no blog o lançamento do livro "A vadia", da autora Gislaine Oliveira, e essa semana eu volto para anunciar que saiu a sinopse do livro. Leiam e se preparem para mais uma novidade ainda essa semana que a autora preparou para todos nós:





      "Esta não é uma história de amor comum, destas que você está acostumado a ler. Existe a menina boazinha? Sim! O menino bonzinho? Sim! A menina invejosa que quer separar os dois? Claro! Então o que é que esse livro tem de tão especial? Você já vai descobrir. 

   Esta história não será contada por um narrador desconhecido, nem pelo casal apaixonado. Contrariando todas as expectativas dos românticos de plantão, quem contará a história será ela: A Vadia. 

     Apresentações não serão necessárias. Você já conhece A Vadia. A garota alta, loira, peituda e fútil. Ela é a rival, a arqui-inimiga da garota tímida e do bem por quem o cara se apaixona. A piranha que dá em cima do mocinho e que também abandona um namorado só porque ele é pobre.

     Você já conhece esta trama. Mas deve saber que toda história tem dois lados. Você já conhece um. Agora vai conhecer o outro!"






terça-feira, 4 de outubro de 2016

Divulgação e parceria - Autora Gislaine Oliveira



Olá, caros leitores! Tudo bem? Há tempos não postamos no blog, mas nossa volta será com uma belíssima parceria firmada entre o Minúsculas Manivelas e a autora Gislaine Oliveira. Interessante, não? Confiram abaixo todos os detalhes e uma surpresa ao final do post:


Gislaine Oliveira é uma gaúcha nascida em outubro de 1993. Essa garota viu na literatura uma forma de salvar o mundo. Não apenas dos dragões ou das bruxas malvadas, mas também de todos os estereótipos e preconceitos presentes na sociedade. Desde que ela descobriu isso, vem lutando para proteger o mundo através das palavras. 

Gislaine é autora de livros infanto-juvenis e de romances young-adult como Os sonhos de Rita e Excesso de amor, e está bastante presente nas redes sociais mostrando seu apego pelo público jovem. Sua obra ímpar faz com que o leitor viaje pelo romance e a vida a dois, refletindo nossa própria realidade com delicadeza e leveza. Você pode conhecer mais sobre o trabalho dela em seu blog pessoal, clicando no link a seguir: Profissão Escritor; pelo Wattpad: https://www.wattpad.com/user/Gisa93Oliveira. Gislaine também está presente no YouTube, no canal Gislaine Oliveira, e na Amazon. Clique no link a seguir para acessar os livros da autora na loja Kindle: Livros de Gislaine Oliveira na Amazon.

Este mês, é o aniversário de Gislaine, mas somos nós, leitores, que ganhamos o presente. A partir do dia 04/11/2016 estará disponível em pré-venda, na Amazon, "A vadia", o novo livro de Gislaine. por enquanto, o que temos é a curiosa capa da obra, e já estou ansioso para poder ler mais sobre a trama, que, adiantando, é um young-adult leve, mas que vem tratar de assuntos importantíssimos.

Enquanto mais informações não chegam, nos deleitamos com essa belezura de capa.

sábado, 10 de setembro de 2016

MINICONTO- Peter Pan

        Lucas era como Peter Pan. Gostava de brincar com as crianças, enturmar-se com elas. Parecia não querer crescer. Até que um dia todos os seus amiguinhos desapareceram: Seus pais haviam descoberto sobre a terra do nunca, e sol nunca mais nasceu redondo para o pequeno Pan.





terça-feira, 6 de setembro de 2016

MINICONTO - Bruxa

    Não que Aurora quisesse ter nascido bruxa. Contudo, o destino a fizera assim, feia e com uma bela de uma expressão de terror na face. Por dentro, era uma donzela em busca de um príncipe, por fora condenada pela beleza a viver isolada numa cabana de palha forrada de musgos. Mas um dia aquilo havia de mudar. Nem que precisasse fazer brotar de seu caldeirão fervente uma nova Aurora forrada de loiro e de pele branca como a neve.
    Mas isso já era outra história...


sexta-feira, 2 de setembro de 2016

MINICONTO - Pintor

      Em tons de cinza escrevia sua história, tal qual um filme de cinema-mudo passando pelo projetor. Num relance, na tela de sua vida, uma mancha vermelha apareceu. A mancha sujou todo o resto do papel. A ele, não teve salvação; mas sua arte perduraria para sempre, em milhões de gotículas bordô espalhadas pela pintura.




domingo, 28 de agosto de 2016

MINICONTO - Índios

O português trouxe o espelho, uma galinha e roupas aos índios. Maravilhados, liberaram tudo, por livre e espontânea pressão. Não poderiam saber que fim aquilo ia ter.


quarta-feira, 24 de agosto de 2016

MINICONTO - Postiços

     Despiu-se como sempre fazia, de corpo e alma. Fechou as cortinas e acendeu o abajur. Tirou o vestido de seda, os sapatos de salto e os apliques no cabelo. Abriu mão dos brincos perolados, do colar de ouro e da aliança de diamantes. Arrancou os cílios falsos. Pegou um algodão e molhou-o de demaquilante. Aos poucos, a tênue linha negra gravada em suas pálpebras se desmanchava conforme passava o algodão no local. Da boca, retirou o batom. Das bochechas, a base que escondia as manchas de espinhas e os corretivos que mascaravam as primeiras rugas de seu rosto. Retirou as unhas esmaltadas e bem-feitas. O sutiã de bojo e a calcinha delicada. 
     Olhou-se no espelho. Tudo nela era postiço. Até mesmo a felicidade que lhe fora entregue.