Tudo começou tão rápido... Quando viu, já estava cara-a-cara com aquele céu crepuscular, aguardando ansiosamente pela chegada da noite estrelada. Fitava o infinito, encantado com todos aqueles pontinhos espalhados pelo manto negro como lantejoulas em um vestido de festa. Enquanto ele encarava o céu, percebia que este o encarava de volta, imponente e desafiador.
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quinta-feira, 12 de março de 2015
CONTO - Estrelas mortas
quinta-feira, 5 de março de 2015
Poema - Por você
É um sacrifício estar contigo.
Não por te odiar,
não por não te amar.
Sufoco-me, de tanto sentir.
Sinto, por tanto querer.
Quero, por tanto te ver.
Ver-te assim, sorrindo, me dói.
Dói a alma,
o peito,
onde bate esse coração
cansado de tanto sofrer,
cansado de tanto chamar por você,
E você?
Onde estava?
Por que recusa em responder?
Tenho medo de mim,
Tenho medo do fim.
Assim, quase não consigo suportar,
quase não consigo mais amar,
quase não consigo mais crescer,
em mente
busco outro sentido,
outras escolha,
outra sina,
o meu destino.
Mas você continua aí.
Parece até que espera por mim.
O que quer afinal?
Não pulo de cabeça em meros desafios,
que começam logo perdidos.
Sei quando vou perder.
E na madrugada minha mente martela,
o seu nome,
o seu perfume,
o seu toque...
Não aguento mais
te ver,
te querer,
sofrer
por você.
("Jéssica Stewart")
CONTO - Le mademoiselle
O sol transbordava toda a sua fúria presenteando os transeuntes com um calor escaldante de meio dia, todavia não era o suficiente para aquecer o coração da jovem.
Sua pele alva, quase translúcida, parecia refletir os raios do astro rei; os cabelos ruivos estavam soltos, claramente uma tentativa falha de esconder sua beleza angelical. Tal esforço não era lá necessário, uma vez que a tão outrora cortejada via-se passando despercebida em todos os lugares. Eram tempos difíceis, se comparados àquela outra era. Já fora rainha, princesa, duquesa, guerrilheira, plebéia… Agora, mesmo com aquele charme natural que fazia os homens caírem aos seus pés, não passava de uma reles pária.
segunda-feira, 2 de março de 2015
Resenha - A seleção (Kiera Cass)
Para
quem vê a capa de “A seleção”, livro de Kiera Cass, inicialmente bate um
desânimo. Não estou reclamando da imagem em si, mas da mensagem que ela PARECE
transmitir, de que tudo não se passa de uma historinha adolescente besta que se
passa em um palácio.
DEFINITIVAMENTE não é.
America
Singer é uma adolescente envolta em uma sociedade conflituosa e dividida em
castas. Ela é uma Cinco, o que significa que tem de conviver diariamente com o
trabalho e a vida sofrida do equivalente a uma classe média baixa. A casta
Cinco é onde os artistas se encaixam, e a família dela é tradicionalmente
formada por músicos.
A
música é uma paixão que America nutre desde pequena, mas, nos últimos anos,
algo mais desperta amor em sem seu jovem coração. Este algo tem nome, Aspen, um jovem galante da casta Seis. Sendo um
Seis, é renegado a um reles serviçal, que é inserido bem cedo na família Singer
quando seus pais são requisitados para limpeza.
Assim,
Kiera desenvolve uma relação conturbada entre dois jovens de castas diferentes
usando um pano de fundo político interessantíssimo, ao mesmo tempo uma distopia
(visto que há uma volta do sistema de castas em plenos Estados Unidos, agora um
país totalmente diferente chamado Iléa) e também um realismo crítico, em que as
diferenças sociais claramente capitalistas são exageradas pela autora.
Contudo,
o casal America e Aspen é surpreendido quando a carta da seleção chega na casa dos Singer, indicando que a
menina está apta para participar do concurso. Obviamente, seus pais e irmã
ficam radiantes com a notícia. É a tão esperada chance de subirem de casta
junto com America, tornarem-se Três, e abandonarem a quase miséria que os
acompanha.
Já
America não vê muitas esperanças em sua participação. Insiste em não reconhecer
seu real potencial, e acaba desmotivada com o concurso; principalmente porque
ainda sonha com uma vida ao lado de Aspen. Mas é exatamente ele quem é seu
maior fã, tentando de tudo para fazê-la se inscrever para a Seleção.
America
acaba sedendo e, no outro dia, está no departamento para entregar sua convocação
preenchida. Junto, nutre o sonho de dar uma vida melhor para a família por
quanto tempo for necessário, depois, voltar para os braços de Aspen e
constituírem um lar.
Este
sonho desmorona quando a jovem é selecionada e pouco tempo depois está cara-a-cara
com o monarca mais assediado dos últimos tempos, o famoso Maxon Schreave,
príncipe de Iléa, a razão para toda aquela ideia de concurso. America descobre
que ele talvez possa não ser o
rabugento e esnobe homem que ela imaginara, e que seu coração ficaria
saltitando dentro do peito na indecisão de ter de escolher se continua no
concurso e garante mais um tempo de cheques volumosos da família real para sua
família ou volta para o simples jovem Aspen pela qual é apaixonada e retoma sua
humilde vida nos subúrbios de Carolina.
Como já
disse, em princípio a trama parece bem adolescente, variando entre obstáculos
para um amor impossível, com uma relação amorosa clichê e uma pitada de distopia; mas as pinceladas de ação feitas
por Kiera parecem mais verdadeiros traços impressionistas, inovando no quesito apresentação dos fatos.
O foco,
obviamente, é na mente de America e de como o ambiente em seu redor é capaz de
modificar seus pensamentos. No entanto, o contexto muda-se a todo o momento, e
subitamente a calmaria e requinte do castelo de Iléa é tomada pela rebeldia de
invasores perigosos que ameaçam as vidas das trinta e cinco selecionadas e de
toda a família real.
Diante
disso, uma história eletrizante que passeia por uma distopia conquistadora e um
amor cativante que nos leva a suspirar compõem o enredo de “A seleção”,
certamente uma bela obra de Kiera Cass e que merece os aplausos da crítica
internacional pelo conteúdo que apresenta.
Dados da obra (Skoob)
Nome: A seleção
Autor(a): Kiera Cass
ISBN: 9788565765251Ano: 2012 / Páginas: 368
Idioma: português
Editora: Seguinte
Nota:3,5/5
A autora, Kiera Cass
resenha por André Luiz
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015
CONTO - Atrás, na névoa
-1-
BREVE HISTÓRIA
O jovem entrou no consultório do
hipnólogo na intenção de curar-se de feridas do passado. Cicatrizes imensas na
alma e na pele, que roubaram seu sossego e suas memórias, como se uma borracha
tivesse sido passada nas linhas de sua vida, tênues como uma névoa nas
montanhas pela manhã. Às vezes, essa névoa o atrapalhava muito. Não aquela
fumaça holística que pairava nas manhãs de inverno pelas montanhas da serra
mineira, mas uma espessa e abundante névoa que ocultava suas memórias do passado.
A intenção da consulta com o graduado hipnotista era jogar tudo no ventilador,
soprar para bem longe a fumaça e ver o que foi guardado debaixo do pano da
memória por anos de esquecimento.
terça-feira, 17 de fevereiro de 2015
Resenha - PRESSÁGIO, O assassinato da freira nua (Leonardo Barros)
Se você
está em busca de um romance policial ágil, esperto, envolvedor e ainda por cima
com uma pitadinha de erotismo, certamente está no lugar certo. Com vocês, “Presságio
- O assassinato da freira nua”!
Sem
querer puxar saco do autor, (mas já o fazendo) tenho que admitir que fiquei
vidrado nesta belíssima obra de Leonardo Barros. Sua impecável descrição dos
fatos, aliada à linguagem fácil e ao mesmo tempo riquíssima, além de
personagens bem construídos e de um roteiro sensacional deixam o livro com ar
de obra-prima; certamente uma.
Alice é
a protagonista do livro. Uma garota normal, com um corpo bonito, uma mente
confusa e rodeada de amigos. Até aí, tudo bem, mas ela possui uma característica
um pouco — digamos — excêntrica, e que a difere das outras jovens de sua idade.
Carrega consigo um longo histórico de visitas psiquiátricas, certa de que é
clarividente. Assim, ela é obrigada a conviver com maluquices de sua mente,
verdadeiros agouros de morte, que a acometem como uma praga. Neste ponto, as
visões deixaram meus cabelos em pé, ansiosíssimo por saber qual final Alice
arranjaria para sua vida.
Em
contrapartida com essa divagação esquizofrênica da jovem, um serial killer está a solta, em busca de
freiras. A primeira vítima é uma professorinha da escola da cidade, a senhorita
Irmã Bianca, que, (coitada) foi abusada violentamente e posteriormente
estrangulada, ali mesmo em seu local de trabalho.
Agora,
todos estão imersos na investigação do assassinato da freira nua. O delegado
Matias e seu ajudante Felipe, além da própria Alice, que começa a desconfiar da
realidade apresentada, “se via flutuando
sobre nuvens de algodão. Ela poderia jurar que enxergou o momento exato em que
as notas musicais dilaceraram as nuvens imaginárias para que(...) caísse delas.
E, a cada batida da percurssão, ela percebia as paredes mudando de cor.”
“O clarão. Um corredor iluminado.
O número sessenta e nove estampado numa porta branca que se abriu para que ela visse a repetição de tudo o que acabara de vivenciar.(...)Só que desta vez, Alice não se via mais sobre a pele de Vívian — uma amiga. Apenas observava tudo como uma espectadora invisível. Agora, Alice ouvia o mórbido estridor de resquícios de ar trespassando a glote de Vívian. Os olhos saltados em surpresa. Os músculos relaxando...”
Desta forma, Leonardo nos conduz rapidamente, em um thriller policial de deixar-nos de queixo caído. Confesso que me encontrei na literatura ágil e eficaz de Barros, de forma que a leitura fluiu como nunca antes. Devorei o livro em poucas horas. Senti que a todo momento era bombardeado com novas surpresas e fofocas dentro da trama; quando fui perceber, já estava sofrendo junto com Alice. Por que não me ouvem? Não sou louca! Ah, e que final maravilhoso! Do jeito que eu queria, mas não do que eu esperava. O autor soube manter o suspense bem guardado, e revela-lo apenas nas últimas páginas. Aliás, há uma “bomba” nos esperando no último capítulo, e vejo que algo mais está por vir....Decerto que é uma excelente leitura para todos os públicos. Principalmente os amantes da literatura policial. Recomendadíssimo!
“Ouviu a voz baixinha que dizia:-Está morta! A Freira Nua está morta!”
Corre lá e comece a lê-lo agora mesmo!
Desde já, quero agradecer ao autor Leonardo Barros pela oportunidade brilhante que ele me proporcionou ao ler seu emocionante trabalho. Obrigado, e que venham muitas outras parcerias!
André Luiz
domingo, 15 de fevereiro de 2015
Resenha - Horizonte Perdido (James Hilton)
Abri as páginas empoeiradas
do livro de 1970 com cuidado, esperando por uma literatura ultrapassada e
extraordinariamente entediante. Surpreendi-me com a destreza de James Hilton.
Conway, Mallisson, Barnard e
Ms. Brinklow viajam de avião em meio a uma guerra famosa do século XX. O que
não esperavam era que sua viajem já começara predestinada a se extinguir antes
que pudessem admirar a linha do horizonte se perdendo sobre as montanhas
tibetanas em Karakal. O por do sol revela aos viajantes uma paisagem
estonteante, e o mar sem ondas paralisa-os perante tamanha beleza.
É neste momento que o avião
em que estão começa a perder altitude, em virtude das ações libertinas do
capitão, e os cinco caem nos entremeios dos vales da montanha. O tibetano morre
com a queda e deixa os estrangeiros ilhados no meio de muita neve e de
desfiladeiros traiçoeiros.
Até aí, uma história
qualquer, porém ao chegar do lama Tchang, a história dá reviravoltas como em um
redemoinho agitado. Perambulam, perdidos, até que uma construção imponente
desponta por entre as montanhas, revelando que poderiam esperar por hora. O que
não sabiam os quatro viajantes é que sua viajem estava longe de terminar.
O mosteiro de Shangri-lá era
uma dádiva no meio daquele furdúncio, certamente uma ilha de mistérios dentro
do Vale da Lua, assim como lhes fora falado. Curiosamente, nenhum lama exceto o
próprio Tchang aparecera, mesmo após três dias hospedados com toda a comodidade
do lugar.
E já se cogitava estender a
estadia dos visitantes.
Repleta de aventuras e
segredos escondidos, a história cativou-me de tal forma que viajei junto a
Conway para encontrar o lama superior, aventurei-me junto à Ms. Brinklow na
biblioteca do mosteiro, e vivi as aflições de Barnard e Harrisson junto ao
afastamento total da sociedade. Pude contemplar a vida pós-morte e o Nirvana de
forma tão intensa que praticamente me senti um dos lamas daquele incrível
lugar.
Principalmente com a previsão
assustada e certeira do lama superior, que me deixou boquiaberto. Transcrevo
aqui um trecho desta comovente passagem:
“Ser brando e paciente, velar pelos tesouros do espírito, presidir com sabedoria e sigilo enquanto a tempestade ruge lá fora. [...] Será uma tormenta, meu filho, como jamais o mundo viu outra igual. Não haverá segurança pelas armas, nem auxílio dos poderosos, nem resposta da ciência. Rugirá até que todas as flores da cultura tenham sido empezinhadas e todas as coisas humanas se nivelem num vasto caos. Tal foi a minha visão quando Napoleão era ainda um nome desconhecido. E continuo a vê-la, mais clara a cada hora que passa. Pode dizer que me engano?”
Somente Shangri-lá poderá
responder esta pergunta, e quem sabe desenterrar o tesouro do meio do Karakal,
escondido na neve.
Dados da obra
Nome : Horizonte Perdido
Autor:James Hilton
ISBN: 8588386062
Ano: 2002 / Páginas: 207
Idioma: português
Editora: Claridade
Nota: 4,5/5
O autor, James Hilton
resenha por André Luiz
Presságio
Bom dia, caros leitores!!!
Como já anunciado antes, o blog Minúsculas Manivelas firmou uma parceria com o autor Leonardo Barros e, depois de um release com os dados do autor, em preparação para a resenha da obra, temos uma breve sinopse de PRESSÁGIO - O ASSASSINATO DA FREIRA NUA.
Alice tem vinte e seis anos e, desde a adolescência, é atormentada por presságios. Desacreditada por psiquiatras, ela é considerada psicótica, até que uma de suas visões a possibilita desvendar um misterioso homicídio. A polícia atribui a autoria do crime ao Beato Judas, um assassino serial de freiras, mas a descrição do suspeito não se parece em nada com o homem que ela viu em sua premonição.
Agora Alice terá de correr contra o tempo para provar que não é louca e para evitar que o assassino faça uma nova vítima.Suspense, misticismo e sensualidade se misturam neste fantástico thriller policial que parece ter a capacidade sobrenatural de manter seus leitores alucinados, da primeira à última página!
Então que venha a resenha!
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015
Resenha - Carrie, a estranha (Stephen King)
O conto que foi dado como “descartado”
por Stephen King e quase sumiu do mapa quando o escritor jogou os manuscritos
originais da história no lixo tronou-se um aclamado livro pela crítica
internacional. Sim! King praticamente apagaria da literatura a terrível
história da adolescente perturbada que, ao mesmo tempo, tem de conviver com a
mania religiosa da mãe e com todas as dificuldades da vida na Ewen High School.
Assim, o terror psicológico é formado
quando King desenrola a história da garota e faz com que o leitor fique
aturdido ao saber do perigo iminente que assola a cidade e todos ao redor de
Carrie. Primeiramente, vem o fenômeno da telecinesia, ainda pouco estudado pela
medicina, mas comprovadamente real pelos documentos que o autor usa para
corroborar a história toda. Depois, temos a pressão da Mamãe para Carrie ser
uma garota civilizada e religiosamente comedida, fazendo realmente de tudo para isso se concretizar; como um
quartinho do castigo, com espelhos — muitos espelhos — e uma tortura com cenas
bíblicas conflitantes. Tudo isso junto à fome, frio e sujeira, fazendo com que
Carrieta comece a acumular sentimentos ruins acerca da mãe.
Na escola, a vida dela não é diferente,
ainda mais sofrida. As transformações da puberdade chegam e ela não consegue
lidar com tudo aquilo. Seus travesseirosimundos
crescem e é algo que não dá para esconder, não dá para conter. Mamãe, é claro,
esconde tudo da menina, que acaba ridicularizada pelas amigas de escola.
Todavia, ainda há uma alma boa para ajudar a perturbada alma de Carrie, a jovem
professora da escola que faz de tudo para inseri-la no mundo jovem.
Como já era de se prever, tudo desanda a
partir daí e culmina em um final não muito agradável para a cidade. É uma tragédia a vida de Carrie.
Com relação às emoções e sensações
apresentadas ao ler o livro, posso dizer que são as melhores. Já imaginava uma
obra grandiosa de Stephen King, mas ele narra de tal forma que nos sentimos
dentro da personagem, sofremos junto com Carrie, angariamos ódio da religião
forçada, dos amigos malvados e da zombaria. Recluímo-nos junto a ela e nos
isolamos em sua desgraça.
Carrie é mais uma vítima, e não somente
uma autora: Tudo depende do ponto de vista.
A primeira obra (prima) de King deve
realmente ser vangloriada pela genialidade e completude do texto e da
narrativa, porém há muita expectativa em virtude dos três filmes já lançados e
o livro acaba sendo menos do que o esperado. Todavia, continua sendo uma belíssima
produção e que merece ser lida pelos amantes do mestre do terror.
Autor: Stephen King
ISBN: 9788573028249
Ano: 2001 / Páginas: 164
Idioma: português
Editora: Objetiva/Suma de Letras
Ano: 2001 / Páginas: 164
Idioma: português
Editora: Objetiva/Suma de Letras
NOTA : 4/5
O autor, Stephen King
resenha por André Luiz
terça-feira, 3 de fevereiro de 2015
Parceria - Autor Leonardo Barros
Olá, pessoal!
O blog Minúsculas Manivelas alcança mais uma vez projeção! Desta vez, estamos entrando fundo em uma parceria com o aclamado autor Leonardo Barros, e novas coisas virão para nós com a leitura e RESENHA do livro Presságio - O assassinato da freira nua, mais uma obra esplendorosa da literatura nacional. Por enquanto, ficamos apenas na expectativa, mas em breve teremos um post com mais suspense em nosso blog. Vamos conhecer mais sobre o autor:
Leonardo
Barros é médico e romancista. Autor de cinco romances, trabalhou com os gêneros
comédia e erotismo, mas fez sucesso com o gênero suspense, ao lançar o thriller policial O Maníaco do Circo ( http://zip.net/bfqJyM ), um
dos e-books mais vendidos do gênero no site Amazon.com.br,
por mais de dois anos consecutivos. Sua versão impressa foi lançada pela All
Print editora e está temporariamente esgotada.
Presságio
– O assassinato da Freira Nua (http://zip.net/bqqKzv ) é
seu segundo suspense policial e foi lançado pela Novo Século Editora (Selo
Novos Talentos). Devido ao grande sucesso da obra, junto aos leitores e à
crítica, o autor assinou, recentemente, um contrato com a editora e lançará, em
breve, um suspense fantástico pelo selo principal da mesma editora. O título da
nova obra ainda é um segredo.
Presságio
conta a história de Alice, uma garota que tem visões, mas rejeita seu poder,
até perceber que seus presságios podem ajudá-la a solucionar um crime e a
reverter uma injustiça. São características da obra do autor uma tônica sensual
e violenta, além da narrativa tipo thriller, que instiga o leitor a descobrir o
que está por vir.
O autor mantém contato permanente
com seus leitores por meio do Facebook ( http://zip.net/bhnb9p
), Twitter (http://zip.net/bsqJ3W ) e
pelo e-mail leobarrosescritor@gmail.com
Leonardo Também publica vídeos no Sente e Escreva, seu canal do YouTube ( http://zip.net/bbmN15 ).
Lá você pode encontrar uma série de tutoriais com dicas para novos escritores (http://zip.net/bnm5BV ),
episódios do Fantasticrítica ( http://zip.net/bnqyCQ ),
uma série de resenhas gravadas em videoconferência, em que autores de
literatura fantástica comentam suas leituras do gênero. O autor também publicou
o Papo de Escritor ( http://zip.net/bmm5D1 ),
uma série de debates gravada por meio de videoconferência com autores e
profissionais do livro.
quinta-feira, 8 de janeiro de 2015
Querido "amigo"
Sinto-me pequena, inútil.
O mundo recai sobre mim
E seu peso a me sufocar.
Sinto o mundo
gigante, vazio
agir sobre mim.
Sinto cheiros, sabores e medos
desejos mal feitos.
Quando enfim terei um fim?
Sorrisos amarelos.
Frios abraços.
Olhares vazios.
Corações amargos.
Não adianta gente que não se importa,
cujo coração logo se desbota.
Para que tanta maestria
em coisas vãs, tuas quinquilharias?
A mesquinhez humana ainda não atingiu seu ápice?
Ora, some-te covarde!
Antes que tua áurea em putrefação
estrague de vez a minha arte.
Deixe-me sozinha,
bem longe do teu clamor.
Os poucos que levarei comigo,
ah, esses sim,
receberão tudo o que poderei dar.
Espero assim poder caminhar,
Longe de todo mal que fazes
à eles, à nós, à vós.
Não te cansas fazer-me pequena?
É a minha alma que envenenas.
Deixarei-te em teu mundo,
esse em que vivemos, assim, obscuro.
Encontrarei o refúgio que preciso
em um simples abraço amigo,
bem longe daquilo que me faz sofrer.
O mundo recai sobre mim
E seu peso a me sufocar.
Sinto o mundo
gigante, vazio
agir sobre mim.
Sinto cheiros, sabores e medos
desejos mal feitos.
Quando enfim terei um fim?
Sorrisos amarelos.
Frios abraços.
Olhares vazios.
Corações amargos.
Não adianta gente que não se importa,
cujo coração logo se desbota.
Para que tanta maestria
em coisas vãs, tuas quinquilharias?
A mesquinhez humana ainda não atingiu seu ápice?
Ora, some-te covarde!
Antes que tua áurea em putrefação
estrague de vez a minha arte.
Deixe-me sozinha,
bem longe do teu clamor.
Os poucos que levarei comigo,
ah, esses sim,
receberão tudo o que poderei dar.
Espero assim poder caminhar,
Longe de todo mal que fazes
à eles, à nós, à vós.
Não te cansas fazer-me pequena?
É a minha alma que envenenas.
Deixarei-te em teu mundo,
esse em que vivemos, assim, obscuro.
Encontrarei o refúgio que preciso
em um simples abraço amigo,
bem longe daquilo que me faz sofrer.
("Jéssica Stewart")
domingo, 4 de janeiro de 2015
Dulce
A mulher aportou na sala secreta, escura e
tenebrosa.
Apenas uma lanterna de LED, disposta sobre uma mesa alta, emanando uma luz
fria, composta de fachos descontínuos que obrigavam qualquer pupila a
dilatar-se ao máximo. Pairava no ar um cheiro de tabaco, pungente e fustigante;
alguém fumava no recinto. A fonte de luz, recostada em uma mesa e com o foco
voltado para cima, lambia o forro amadeirado, revelando nada mais além de
partículas de poeira e fumaça, dançando no ar uma atabalhoada tarantela.
Um rosto
masculino emergiu da escuridão e fez saltar o coração da senhorita.
quarta-feira, 31 de dezembro de 2014
Feliz 2015!
"A felicidade é a soma das pequenas felicidades. Li esta frase em um outdoor em Paris e soube, naquele momento, que meu conceito de felicidade tinha acabado de mudar. (...)ali, vendo aquele outdoor estrategicamente colocado no meio do meu caminho,(...)tive certeza que a felicidade, ao contrário do que nos ensinam em contos de fadas e os filmes de Hollywood, não é um estado mágico e duradouro.
Na vida real, o que existe é uma felicidade homeopática, distribuída em um conta-gotas. (...)
[...]
Como tantos já disseram tantas vezes, aproveitemos o momento. E quem for ruim de contas recorra à calculadora para ir somando as pequenas felicidades. Podem até dizer que nos falta ambição, que essa soma de pequenas alegrias é uma operação matemática muito modesta para os nossos tempos. Que digam. Melhor ser minimamente feliz várias vezes por dia do que viver eternamente em compasso de espera."
Leila Ferreira, em Viver não dói
Feliz ano novo a todos! Um 2015 repleto de sucesso e alegria, pois a vida é muito curta para ser desperdiçada com tristezas e rancor. Que venha um ano novo de paz e repleto de pequenas felicidades!
quarta-feira, 17 de dezembro de 2014
Por Amor. - PARTE 2
-Amanda?
-Sim, quem é?
-O Bruno - respirou fundo.
-O que tem ele? - A voz do outro lado da linha parecia impaciente.
-Ele está morto. - Houve um prolongado instante de silêncio de ambos lados da linha.
-Isso é um trote, certo? - Vanessa não sabia o que responder, olhando fixamente com os olhos arregalados ao primo. Pietro esticou a mão revirando os olhos de raiva e pegou o telefone.
-É o seguinte Amanda, o Bruno se suicidou.
quinta-feira, 11 de dezembro de 2014
Táxi
-Táxi? –
Agitou as mãos.
Um veículo
sedan branco parou a sua frente. O motorista espichou o corpo volumoso como se
estivesse atado ao carro. Na verdade, ele e o veículo eram um só depois do
tempo que haviam passado juntos. Parecia que as pregas dele eram as mesmas das
do banco de couro rasgado.
O homem
entrou e sentou-se no banco de trás. Retirou o chapéu negro, repousou as mãos
sobre o colo; aspergiu no ar seu aroma de cigarro barato.
-Pra onde
vai?
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