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terça-feira, 23 de setembro de 2014

Vida e morte poética

Eu morri
para dar vida aos meus textos.
Não sinto.
Não escrevo.
Tão pouco sei o resultado final.
Quanto ao significado,
quem imprime é você.
Sou apenas um instrumento.
Usada pelos meus versos.
Que assim seja, afinal.
Enquanto houver palavras a serem ditas,
enquanto tiver algo a ser expressado,
estarei morta
para trazer vida
à cultura,
à arte,
às palavras que vivem em mim
("Jéssica Stewart")